quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE PAPAI NOEL

Você sabe por quê nós damos presentes no Natal?












Sabe por quê  deixamos o sapatinho na janela?


E por quê será que papai Noel só vem de noite?

















NÓS VAMOS RESPONDER A ESSAS E A OUTRAS PERGUNTAS
COM UMA DIVERTIDA HISTÓRIA E MUITA MÚSICA
E UM ENORME...
LIVRO GIGANTE!!!


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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A PERDA DE AMIGOS - AS ÚLTIMAS QUATRO HISTÓRIAS

     Uau, nem eu estou acreditando!
     Finalmente completamos o Primeiro Livro do Grande Pantcha-Tantra: "A perda de amigos".
     Só recapitulando, "Pantcha-Tantra" é uma expressão em sânscrito, e significa "Cinco Livros". É considerada a coletânea de fábulas mais antiga do mundo, e foi composta como uma forma de trannsmitir preceitos morais e políticos aos filhos do governante da época, na Índia.
Dividio em cinco grupos de histórias, "A perda de amigos é o primeiro deles. Em breve, o segundo livro: "Ganhando amigos".

     15 – O PÁSSARO SUCHIMUKHA E O MACACO

     Um bando de macacos fez sua casa em uma encosta da montanha. Quando o inverno chegou, trouxe não apenas frio intenso, mas também fortes chuvas. Incapazes de suportar o frio, os macacos colheram várias frutinhas vermelhas que cresciam à vontade na encosta da montanha. Se reuniram em torno das frutas e começaram a soprá-las, pensando que eram brasas.
     Divertido com o esforço inútil dos macacos, Suchimukha, um pássaro, lhes disse: “Seus tolos, não são brasas, apenas bagas vermelhas. Por quê desperdiçam sua energia com elas? Isso não vai salvá-los do frio. Procurem abrigo em uma caverna ou em um lugar livre do vento. As nuvens estão pesadas e não haverá alívio com a chuva”.
     Um antigo membro da gangue dos macacos, com raiva, disse ao pássaro, “Por quê você mete o nariz em nossos assuntos? Vá-se embora. Não disseram os antigos que quem preza seu bem-estar não deve falar com apostadores ou incompetentes? É um tolo quem fala com um idiota ou um hedonista”.
     Desconsiderando a ira do macaco velho e não dando espaço para qualquer outro macaco falar, Suchimukha continuou repetindo que eles deveriam procurar abrigo em outro lugar. Cansados dos conselhos indesejados da ave, um dos macacos saltou, agarrou o pássaro e o bateu contra uma pedra até que ele morresse.
     Karataka disse no final da história: “Se você dá conselhos a um tolo, só vai provocá-lo, não pacificá-lo. Dar leite a uma cobra só aumenta seu veneno. Por isso não se deve dar conselhos a todos. Foi assim que dois bons pardais perderam sua casa, por causa de um macaco idiota”.
     A pedido de Damanaka, Karataka começou a contar a história do macaco mau.

     16 – COMO OS PARDAIS TORNARAM-SE TRISTES

     Um casal de pardais fez sua casa no galho de uma grande árvore e vivia feliz. Logo chegou o inverno e começou a chover fortemente. Fortes rajadas de vento tornavam o frio insuportável. Em certo momento um macaco, completamente encharcado pela chuva e tremendo de frio, veio correndo para a árvore a fim de se esconder.
     Vendo a condição do macaco, o pardal fêmea disse: “Cavalheiro, seus pés e mãos parecem os de um ser humano. Por quê não constrói uma casa para si?” Irritado com este conselho inoportuno, o macaco respondeu: “Estúpida! Por que não cala a boca e cuida de sua vida?” E depois disse a si mesmo: “Que descaramento! Este pedaço de criatura tem a petulância de me dar conselhos. Ri da minha cara, fala sem que lhe perguntem.. Devo dar-lhe uma lição. Por quê não matá-la”?
     E virando-se para a fêmea, insistiu: “O que você ganha se metendo na minha vida? Não ouviu dos anciãos que só se dá conselho àqueles que a procuram e a estimam? Conselho aos indiferentes é como um grito no deserto. Nunca mais faça isso”.
     Como a fêmea insistiu, o macaco subiu na árvore e quebrou o ninho dos pardais.

     “É por isso”, disse Karataka para Damanaka, “que você deve ter cuidado em oferecer conselhos. Será um idiota se não compreender o que digo. Não é o seu erro. Tolos ignoram bons conselhos, recusam-se a segui-los e se beneficiarem deles. Claro que você nunca ouviu a história de Dharmabuddhi e seu filho Papabuddhi, a história de como o pai foi morto pela fumaça, devido à negligência do filho”.
     “E por quê você não me conta?”, pediu Damanaka.

     Em uma cidade no norte do país, viviam dois amigos, chamados Dharmabuddhi e Papabuddhi. Um dia Papa pensou: “Sou um homem sem conhecimento do mundo e além disso, sou pobre. Vou convencer Dharma a ir comigo para terras distantes e ganhar muito dinheiro com sua habilidade para os negócios. Depois vou tomar toda a sua riqueza e viver feliz para sempre”.
     Com esse plano em mente, Papa disse a Dharma: “Meu amigo, você está ficando velho e em breve não poderá gerir seus negócios. Se não sair para o mundo para conhecê-lo, como poderá contar a seus filhos sobre suas maravilhas? Dizem os sábios que quem não conhece o mundo, suas línguas e suas vestimentas diversas, nasceu em vão. Não se pode ganhar riqueza e conhecimento sem viajar muito”.
     Dharma gostou deste conselho e, tomando a bênção de seus pais, partiu em viagem para o exterior, tendo Papa com ele. Ambos ganharam um monte de dinheiro no exterior, devido ao talento de Dharma para os negócios. Era hora de eles voltarem para casa, porque é natural que as pessoas que vão para o exterior, em busca de riqueza e aprendizado, depois de alcançarem ambos, voltem a pensar no lar.
     Quando eles estavam entrando em sua terra natal, Papa disse a Dharma: “Não é seguro levar toda essa riqueza para casa. Parentes e amigos em necessidade pedirão ajuda, se souberem de nosso sucesso. Vamos enterrar nosso dinheiro em algum lugar secreto na floresta. Quando precisarmos de dinheiro, poderemos vir e pegar a quantia necessária. Sabemos que o dinheiro é uma tentação até mesmo para os santos”.
     Dharma concordou com o plano de Papa e foi para casa, não sem antes terem ambos cavado um poço e enterrado nele todas as suas riquezas. Então, certa madrugada Papa foi ao local secreto, desencavou todo o dinheiro e levou-o com ele. Na manhã seguinte, procurou Dharma e sugeriu que fossem até a floresta, pois precisava de dinheiro.
     Quando chegaram no local e cavaram, encontraram o poço vazio. Subitamente Papa começou a berrar “Dharma, você roubou o dinheiro, não pode ter sido ninguém mais! O poço foi cuidadosamente fechado. Você tem que me pagar metade do que estava escondido aqui”! Por mais que Dharma negasse, Papa insistiu que eles levassem a questão à Corte de Justiça.
     Quando o caso foi apresentado à Corte, o Juiz fez com que jurassem dizer a verdade, em nome de Deus. Mas Papa citou especialistas que afirmam que documentos relevantes deveriam ser produzidos primeiramente, como prova, e em seguida, as testemunhas seriam convocadas a depor, e que o juramento em nome de Deus não é tomado quando nem documentos nem testemunhas estão disponíveis. “Eu posso fazer com que os deuses da floresta testemunhem. Eles dirão quem é culpado e quem é inocente,” disse Papa. Impressionados com este plano, os juízes intimaram ambas as partes a estarem presentes na floresta, na manhã seguinte, para uma oitiva. Satisfeito com a ordem judicial, Papa foi para casa e disse a seu pai: “Pai, eu roubei todo o dinheiro de Dharma. O caso está na justiça, e eu preciso de sua ajuda para vencê-lo. Do contrário, minha vida estará em perigo”.
     “O que tenho que fazer pelo seu dinheiro, filho?”, perguntou o pai.
     “Existe por lá uma grande árvore. Você deve ir até lá, agora, e esconder-se no oco dessa árvore. Amanhã de manhã, quando nós, os juízes e outros homens do Rei nos reunirmos lá, eu lhe solicitarei que diga a verdade. Você então dirá que Dharma é o ladrão”, disse o filho.
     O pai foi na hora para o oco da árvore. Na manhã seguinte, o filho tomou um banho e dirigiu-se até aquele local, levando Dharma e os juízes com ele. Papa aproximou-se da árvore e clamou, “Oh Sol, Lua, Ar, Fogo, Terra, Água, e o Deus da Morte, Dia e Noite, vocês são testemunhas da História da Humanidade! Oh, Deusa da Floresta, declare quem dentre nós é o culpado”!
     E o pai respondeu, de dentro do oco da árvore, “Escutem todos vocês, foi Dharma quem roubou o dinheiro”! Os juízes e os homens do Rei ouviram o veredito e puseram-se a decidir qual punição Dharma deveria receber. Enquanto isso, Dharma encheu o oco com trapos e palha, embebeu-os em óleo e incendiou-os com um graveto em chamas. O fogo forçou a pai de Papabuddhi a pular para fora do oco, já com o corpo meio queimado.
     “Tudo isso foi maquinação da mente diabólica de Papabuddhi”, disse o pai, já entrando em colapso. Morreu em seguida. Os homens do Rei tomaram Papa pelos pés e pelas mãos e o penduraram na árvore, dizendo: “Nossos anciãos sempre disseram que sábios não devem apenas ser engenhosos, mas também conhecer as consequências de sê-lo. Lembre-se da história de como o mangusto matou todos os filhos do grou bem diante de seus olhos”.

     Dharma pediu que contassem a história, e os homens do Rei relataram o que se segue:

     17 – O GROU TOLO E O MANGUSTO
     Uma grande figueira era casa de um grande número de grous, em uma floresta. No oco desta figueira vivia uma cobra, que costumava se alimentar dos grous jovens que ainda não haviam aprendido a voar. Quando a grou-mãe viu a cobra matando sua prole, começou a chorar.
     Vendo a grou ansiosa, um caranguejo lhe perguntou por que chorava. A grou disse ao caranguejo:  “Todos os dias,  a cobra  que  vive  nesta  árvore  mata meus filhos. Não consigo
conter minha dor. Por favor, mostre-me uma maneira de me livrar desta cobra”.
     O caranguejo então pensou: “Estes grous são nossos inimigos de nascença. Vou lhe dar uma sugestão enganosa e suicida. Verei o fim de todos estes grous. Os mais velhos sempre disseram que, se quiser eliminar seu inimigo, suas palavras devem ser macias como manteiga e seu coração, duro como pedra”. Em seguida disse ao grou, “Tia, espalhe pedaços de carne, indo da toca do mangusto até o ninho da cobra. O mangusto seguirá a trilha de carne, achará a cobra e com certeza vai matá-la”.
     A grou fez como o caranguejo sugeriu. O mangusto seguiu o rastro de carne e matou não só a cobra mas também todos os grous da árvore.

     Os homens do Rei: “É por isso que, se você tem uma estratégia, deve também saber a que levará essa estratégia. Papabuddhi considerou apenas o plano torto, mas não o que se seguiria. Agora sofrerá as consequências”.

     Karataka disse a Damanaka, “é por isso que, como Papabuddhi, você não previu o que aconteceria se você fosse em frente com seus planos. Você tem uma mente maligna. Eu sabia de seus planos de colocar em perigo a vida de nosso rei. Seu lugar não é com a gente. Se um rato pode comer uma balança de 1000 libras, não é de se admirar que uma pipa carregue uma criança”!

     “Por quê não me conta essa história”?, pediu Damanaka. Karataka contou-lhe o seguinte:

     Jeernadhana era filho de um comerciante rico, mas que tinha perdido toda a sua riqueza. Pensou então se poderia ir para o estrangeiro, pois achava que quem prosperou uma vez, não deveria viver no mesmo lugar como um homem pobre. Pessoas que um dia o respeitaram, agora olhavam para baixo quando ele passava e afastavam-se dele. Decidindo ir mesmo para o estrangeiro buscar nova fortuna, hipotecou com um comerciante local uma balança com capacidade para 1000 libras, que herdara de seus ancestrais.
     Viajou para o estrangeiro com o dinheiro que o comerciante lhe deu, e depois de vários anos chegou em casa e pediu ao comerciante para devolver a balança.
     O comerciante disse, “Ó meu Deus, a balança! Os ratos a roeram, procurando por comida”.
     Jeernadhana respondeu sem emoção, “não te censuro pelo que fizeram os ratos. O mundo é assim. Realmente, nada é permanente. De qualquer maneira, vou para o rio tomar um banho purificador. Envie-me seu filho Dhanadeva para cuidar de minhas necessidades”.
     Com medo que Jeernadeva o acusasse de roubo, o comerciante chamou seu filho e lhe disse: “Filho, seu tio vai para o rio tomar um banho. Acompanhe-o, levando todas as coisas de que ele precisar. Os homens oferecem ajuda não apenas por bondade, mas também por medo ou ganância. Se alguém oferecer ajuda por motivos que não sejam esses, você deve ter cuidado com essa pessoa”.
     O filho do comerciante seguiu Jeernadeva até o rio. Depois de tomar banho, ele levou o garoto para uma caverna nas proximidades e, empurrando o menino para dentro, fechou com uma grande pedra. Quando retornou, o comerciante pediu-lhe: “Honorável visitante, não trouxe de volta o meu filho? Onde está ele? Por favor, me diga”!
     Jeernadeva disse a ele, “uma pipa levou seu filho. Não havia nada que eu pudesse fazer”.
     “Como isso é possível? Como pode uma pipa levar um menino? Traga meu filho de volta. Caso contrário, vou me queixar ao rei”!
     “Sim, assim como uma pipa não pode levar a um menino, ratos também não podem comer uma balança de ferro. Se quer seu filho, devolva minha balança”, disse Jeernadeva.
     Os dois levaram a disputa para a corte do rei. O comerciante queixou-se aos juízes que Jeernadeva havia seqüestrado sua criança. Os juízes condenaram-no a devolver o menino ao comerciante. Jeernadeva contou aos juízes a história inteira. Então, os juízes ordenaram a Jeernadeva que devolvesse o menino, e ao comerciante, que devolvesse a balança.
     Karataka, em seguida, disse a Damanaka, “você cometeu este ato vil porque estava com ciúmes da amizade do rei com Sanjeevaka. Não é sem razão que os mais velhos disseram:

“O tolo odeia estudante
O pobre culpa o rico
O avarento se irrita com o generoso
O ímpio abomina o virtuoso”

     “Você já tentou nos ajudar, mas agora nos feriu. É como o macaco bem intencionado, matando o rei”, disse Karataka.
     “O que fez o macaco”? perguntou Damanaka.

     18 – O REI E O MACACO TOLO
     Era uma vez um rei que tinha um macaco de estimação. Este servia ao rei da melhor forma que podia. Tinha livre circulação pela casa real, porque era o animal de estimação do rei. Num dia quente, o macaco abanava o rei que dormia. Ele notou uma mosca no peito do rei e tentou espantá-la. A mosca desapareceu por um momento, mas logo voltou a pousar no peito do rei.
     O macaco se irritou e decidiu dar uma lição á mosca. Procurou um punhal para matá-la, e quando o encontrou, golpeou a mosca com toda a força. A mosca voou para longe, mas o rei morreu como resultado do golpe de punhal.
     Karataka disse, “Portanto, a lição é que um rei que se preocupa com a vida dele não deve ter um idiota como seu servo.” E passou a relatar uma segunda história para mostrar como pessoas astutas salvam a vida dos outros.

     Era uma vez um brâmane que vivia em uma cidade grande, e como resultado de seus erros em seu nascimento anterior, tornou-se um ladrão. Ele viu quatro brâmanes de outra cidade venderem grande variedade de produtos em sua cidade. Pensou que deveria de alguma forma privar os brâmanes de seu dinheiro, e através de palavras doces, tornou-se amigo dos quatro. Ele foi útil para eles de todas as formas que podia. Sabemos como é fácil, para mulheres de má fama, agir com fingido recato, e para os charlatães, afetar erudição.
     Os quatro visitantes venderam todos os seus bens e com o dinheiro da venda compraram pérolas e jóias preciosas. O ladrão brâmane vigiava tudo o que faziam, e para isso mesmo fingia servi-los fielmente. Um dia, na presença do brâmane, os comerciantes abriram suas coxas e guardaram as jóias e pérolas no interior de suas coxas, costurando-as novamente.
     O brâmane ficou decepcionado por não terem lhe nada de sua fortuna. Decidiu segui-los e matá-los em sua jornada de volta para casa e tirar toda a fortuna deles.
     Disse aos comerciantes com lágrimas nos olhos: “amigos, parecem estar prontos para me deixar. Meu coração está partido, porque é difícil para mim quebrar os laços de amizade com vocês. Se tiverem a bondade de levarem-me junto, serei muito grato a vocês”.
     Movidos por seu pedido, os comerciantes começaram sua jornada para casa acompanhados pelo ladrão brâmane. Passaram por várias aldeias, vilas e cidades, antes de chegar a uma vila habitada por bandidos. De repente, ouviram um grupo de corvos gritando em voz alta: “Bandidos, pessoas muito ricas estão vindo! Vamos matá-los e ficar ricos”!
     Os bandidos de uma só vez atacaram os comerciantes brâmanes com paus e começaram a examinar suas sacolas, mas não encontraram nada. Ficaram surpresos, pois era primeira vez que os corvos não falavam a verdade. Disseram isso aos comerciantes, exigindo: “Vocês têm dinheiro, em algum lugar. Mostre-o ou vamos cortar cada membro de vocês, até encontrá-lo”.
     O ladrão ponderou: “esses bandidos certamente irão perfurar o corpo dos comerciantes até encontrarem as jóias. Farão o mesmo comigo. É melhor que eu me ofereça a esses bandidos e salve assim a vida dos brâmanes. Não adianta temer a morte, ela virá hoje ou daqui de cem anos. Ninguém escapa”.
     Com este pensamento, o ladrão brâmane pediu aos bandidos para matá-lo primeiro e ver se havia algo valioso em seu corpo. Os bandidos aceitaram a oferta e não encontraram nada, depois de perfurarem todo o seu corpo. Deixaram então que os outros quatro se fossem, pensando que também não tinham nada precioso em seus corpos.
     Enquanto Karataka e Damanaka discutiam as inrigas do mundo, Sanjeevaka atracou-se com Pingalaka em uma batalha curta em que o leão lacerou mortalmente o novilho. Mas Pingalaka, o leão, foi imediatamente tomado pelo remorso e, recordando os bons tempos que tinha passado com o boi, começou a se lamentar:
     “Oh, cometi um grande pecado ao matar meu amigo. Não pode haver pecado maior do que matar um amigo de confiança. Quem esquece um favor ou viola uma relação de confiança, ou trai a um amigo, irá para o inferno tão certamente quanto o sol e a lua brilham no céu. Um rei perecerá, seja perdendo seu reino ou perdendo um servo fiel. Um servo e um reino não são os iguais, porque você pode sempre ganhar de volta o Reino, mas não um servo confiável. No tribunal, sempre elogiaram Pingalaka. Como explicarei sua morte para os cortesãos”?
     Damanaka aproximou-se do rei aflito e disse-lhe: “Senhor, lamentar a morte de um comedor de grama é covardia. Não é bom para um rei, como Vossa Majestade. O sábio sempre diz que não é pecado matar uma pessoa por traição, mesmo que essa pessoa seja um pai, irmão, filho, esposa ou amigo. Da mesma forma, deve ser abandonado um rei de coração mole, um brâmane que come todos os tipos de alimentos, uma mulher imodesta, um assessor ímpio, um servo desobediente e uma pessoa ingrata”.
     Damanaka continuou, “esté de luto pela morte de alguém que não merece simpatia. Embora Vossa majestade pareça falar como um sábio, se esquece que os sábios não pensam do passado ou na morte”.
     Estas palavras de Damanaka funcionaram como um tônico, proporcionando alívio à mente perturbada de Pingalaka. Satisfeito com este conselho, o rei leão reconduziu Damanaka ao psoto de ministro e continuou a governar a floresta.     

domingo, 16 de outubro de 2016

DEBUT - CHAPEUZINHO VERMELHO FAZ 15 ANOS

       Como boa debutante, Chapeuzinho Vermelho faz 15 anos. 

      Não me refiro, lógico, ao conto medieval, fixado por Charles Perrault em 1692, revisitado pelos Brüder Grimm em 1812 e adaptado ao longo dos anos, pelo mundo inteiro. Inclusive pela Cia. de Lendas.

     É a essa adaptação que me refiro. O tempo passa tão rápido que a gente só corre atrás dele. E quase não percebi que O Livro Gigante de Chapeuzinho Vermelho faz 15 anos em 2016. 

     A primeira apresentação foi em 12 de julho de 2001, na Creche-Escola Alf, na Tijuca, Rio de Janeiro. 25 pequenininhos assistiram à primeira apresentação do Teatro do Livro Gigante - que na época, não intentando ser um projeto de 22 histórias, chamava-se simplesmente As Sete Cores de Chapeuzinho Vermelho. 

       Não temos fotos dessa primeira apresentação, mas temos a carta de recomendação da Escola. E fotos de outras apresentações, de lá para cá. Não tive tempo de compilar os dados, mas publicarei aqui os números, em breve - assim que passar o corre-corre da SCRI (Semana da Criança) 2016.

     Long live Little Red Riding Hood.


Carta de recomendação da Creche-Escola Alf, julho de 2001.

Abaixo, alguns momentos no Parque Estadual do Grajaú, em 2008.



  




Abaixo, Escola Gênios Mirins (Abolição, Rio de Janeiro, 2008), Creche-Escola
Chácara Klabin (São Paulo, 2011) e UMEI Iguatemi Coquinot (Barreto, Niterói, 2016)







Abaixo, a apresentação mais recente: no Projeto Social Santa Maria,
do Colégio Imaculada Conceição. Beijo, Tia Regina! Beijo, Lúcia Queiroz!



terça-feira, 13 de setembro de 2016

EM NOVEMBRO, A ÁFRICA TECE SUA REDE

      Novembro celebra as tradições da Cultura Africana. A Cia. de Lendas participa dessa festa cultural com as histórias da Pequena Aranha Sabida, usando a linguagem múltipla e dinâmica do Teatro do Livro Gigante.


     Em várias manifestações do Folclore Africano, a aranha é o bicho mais esperto, como o macaco no Brasil, a raposa na Europa, o coelho nos Estados Unidos. 
     Recolhidas de variados excertos da tradição oral Ashanti, tronco étnico predominante em Gana, na África Ocidental, as Aventuras Africanas da Aranha Anansi trazem alguns exemplos dessa esperteza:

     “no  início,  todas  as  hist‚órias  pertenciam a N'yame, o deus do  Cƒéu. Um dia,  Anansi  pediu  as  hist‚órias  para  ele,  pois  a  vida  na  terra  era  muito  sem  graç„a. N'yame nã…o queria dar as hist‚órias, ent…ão pediu a Anansi tr†ês feitos impossveis:

1 – capturar Osebo, o leopardo de dentes terríveis;



2 – dominar Mboro, os marimbondos que picam como fogo;



3 – domar Moatia, a fada que nenhum homem jamais viu.


Será que Anansi vai vencer os 3 desafios?
Será que ela vai ganhar o baú de histórias?

O espetáculo pode ser apresentado em versões para o 
Ensino Fundamental e para a Educação Infantil.

E NÃO SE ESQUEÇAM: PARA ESCOLAS PÚBLICAS, O VALOR É DE APENAS 2,00 (DOIS REAIS) POR ALUNO!

Anansi no SESC São Gonçalo:
http://youtu.be/XJ4jZiwY5LQ

Anansi no SESC Barra Mansa
http://youtu.be/1kZDxAN_8e4

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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

QUANDO ENTRAR SETEMBRO


Shirô, o cachorrinho mágico, é uma linda lenda japonesa
sobre a Primavera, o Florescimento e a Renovação.

As Árvores Viajantes, de Isabella Reinert, 
acompanha a menina Maria Valentina aprendendo 
como tantas árvores, de tantas espécies diferentes,
se espalharam pelo mundo todo.

Duas histórias que enaltecem a Natureza, a Primavera, 
a Preservação - o Verde e Todas as Cores!

Com o Teatro do Livro Gigante!

Leve para sua escola!

sexta-feira, 1 de julho de 2016

AULA DE MÚSICA COM CONTEÚDO

É mais que recreação: é exploração do universo sonoro.



Musicalização e percepção musical.
Som e silêncio. A qualidade do som.

Minha jangada vai sair pro mar...

Livrinhos e Jogos Musicais.

Elementos de teoria musical, para os maiores.

Berçário, Infantil e Fundamental.

Agende uma aula demonstrativa, sem custo.

Fernando Lomardo
(21) 9-7977-5006
ciadelendas@ator.info
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Twitter: @CiadeLendas

domingo, 27 de março de 2016

HISTÓRIAS EM ABRIL, POR PREÇOS SIMBÓLICOS

   ABRIL, NA CIA. DE LENDAS, SEMPRE FOI CARREGADO DE HISTÓRIAS. 
MESMO QUANDO A PÁSCOA CAI EM MARÇO.
     TEMOS O DIA DO ÍNDIO, O DIA DO LIVRO, O DESCOBRIMENTO DO BRASIL. 
TUDO ISSO EM LINGUAGEM APROPRIADA À EDUCAÇÃO INFANTIL E AO ENSINO FUNDAMENTAL, COM MUITA MÚSICA E ILUSTRAÇÕES. É O
TEATRO DO LIVRO GIGANTE!

     O espetáculo OS PRIMEIROS BRASILEIROS vai mostrar aos seus alunos a organização social, o modus vivendi, a mitologia e a cultura dos primeiros povos a habitarem o Brasil: os povos indígenas.
     Para o Berçário e a Educação Infantil, a história se chama PEQUENOS INDIOZINHOS, mostrando como eles vivem, como é a casa deles, o que eles comem e bebem, como é a sua música deles.

 O Descobrimento do Brasil é abordado de forma descontraída e bem humorada em MUNDONGO, O RATINHO QUE VIAJOU COM CABRAL, que mostra as condições de viagem e as dificuldades da travessia, cantadas em baladas e fados e desenhadas num livro bem grandão. 

  Em referência ao Dia do Livro, temos opções para todos os sabores: clássicos, contos de fadas, fábulas, literatura brasileira... e é claro que o próprio Livro Gigante é
em si mesmo uma homenagem!



     O valor é simbólico: apenas 2,00 (dois reais) por aluno, para escolas públicas; e 4,00 (quatro reais) por aluno, para a rede particular.

     Responda a este e-mail ou ligue para: (21) 9-7977-5006 (TIM).

     Qualidade e preço: a gente tem os dois.

     Cia. de Lendas